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Foto: Divulgação | Polícia Civil |
Cerca de oito pessoas embarcaram na canoa do
pescador, mas o homem se preocupou com o comportamento dos turistas, que
balançam demais a embarcação. A vítima alertou para o risco, mas o
grupo continuou, e seu Silvestre resolveu voltar para praia e começou a
discussão.
Já na areia, o homem foi agredido por um dos jovens, ele
revidou, mas acabou imobilizado pelo grupo e esfaqueado. Com a
aproximação de algumas pessoas, os homens decidem fugir.
A vítima morreu
no local. Uma mulher que trabalhava com o pescador viu tudo e também foi
agredida covardemente:
— Um me deu um tapa e eu cai. O outro, em
seguida, veio por trás me deu vários chutes. Estou com dez costelas
fraturadas, tomei dez pontos na cabeça, fiquei muito ensanguentada, fui
parar no hospital.
O crime aconteceu no dia 19 de abril deste ano. Os
suspeitos foram presos quando tentavam fugir, mas ficara apenas três
dias na cadeia e respondem o processo em liberdade.
O juiz Teles Veras
Nunes decidiu pelo relaxamento da prisão dos suspeitos, alegando falta
de provas e que, de acordo com relatos de testemunhas, houve na verdade
uma briga generalizada. Todos os suspeitos vivem em Salvador A família
está revoltada.
Um dos filhos disse que foi até a delegacia e foi
informado que os homens foram soltos por falta de provas.
— Está um
descaso. Eu perdi meu pai de uma forma brutal, era um trabalhador, um
pescador, todos os moradores aqui de Cabuçu conhecem meu pai, sabem do
temperamento dele. Esse caso está sendo relatado como briga e está
errado O outro filho da vítima contou que foi tudo muito chocante e pede
justiça.
— Meu pai trabalhando para ganhar o pão de cada dia, eles
bateram no meu pai, roubaram, levaram o dinheiro dele e o mataram
cruelmente. Vagabundos que hoje estão soltos, como se nada tivesse
acontecido.
Fonte: Forte na Notícia