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Sem causa definida, a fibromialgia ocorre em função da desregulação de mecanismos cerebrais de resposta à dor e ao estresse. A queixa central é dor musculoesquelética generalizada crônica, associada a sintomas como fadiga, distúrbio do sono, distúrbios cognitivos (memória e concentração) e alterações de humor (depressão e ansiedade).
Com frequência, a fibromialgia associa-se a outras condições e síndromes funcionais, como por exemplo, a síndrome do intestino irritável e a cefaleia.
A fibromialgia não causa deformidades ou insuficiência de qualquer órgão vital. Por ser uma condição de dor crônica generalizada, existe dificuldade em mensurar e classificar o grau de incapacidade neste grupo de pacientes, embora seja reconhecido que existe uma queda na qualidade de vida.
A persistência dos sintomas por três meses ou mais já deve acender o sinal de alerta, e um reumatologista deve ser consultado.
O tratamento é multidisciplinar e consiste no uso de medicamentos, acompanhamento psicológico e atividade física. O reumatologista é o especialista médico que cuida dessa patologia.
O tratamento medicamentoso consiste no uso de analgésicos, antidepressivos e neuromoduladores que contribuem para aumentar a quantidade de neurotransmissores com a consequente diminuição da sensação de dor.
Fonte: INCA, Sociedade Brasileira de Reumatologia